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Koé a do surf?
Será que são os cabelos que me sobram que provocam essa pergunta? Quem sou eu para me colocarem essa indagação? Mas vamos lá. Sentimentos, emoções, medo, respeito, amor, tesão, adrenalina, desafio, “sweet suicide”, alegria, o flat não é fonte de tristeza, gostosa, paz, esporro, zueira, canseira, diversão, prazer... ahhh, brou, é o mais impossível possível, definir algo indefinido: surfe.
Até a palavra surfe pode ser algo tão deslocada dessa vivência. Mas, lindo, vital e energético.
O conceito mais próximo de surf deve ser etéreo. Que barato e esse? É a coisa mais essencial na vida. A crise existencial. Está em tudo. Ela bate em todos os seres viventes. Que que é isso, meu irmão, que ninguém escapa? Que todos, sem exceção, têm que encarar uma vez na vida? Seja para tentar encarar, ou como a maioria da humanidade faz: nega e sai vivendo, mais para vegetando e esperando a morte chegar. É f#$%# ter que resolver essa equação surfística.
Mas por que etéreo? Por que o momento mais tesudo do surf é o tubo? Não, isso é coisa de haole, gente que se denomina surfista e não tem a mínima sensibilidade. É clichê, chavão. Ninguém pode negar essa sensação: um com a quilha desgarrando, mesmo numa marola de três pés, não gera o mesmo impacto de um tubáço?
Estética sedutora. Muito além da beleza de uma medíocre pelada com os amigos, ou da beleza das curvas das musas mais belas imagináveis. É além do voyeurismo. Quem é surfista de alma, vê a beleza de uma onda até na rampa cimentada de uma entrada de garagem urbana. É “doidio”? Né não? É etéreo!
Uma consciência pequenininha que te permite lembrar que você está conectado ao universo. A frustração de alguém que ditou sermos algo sujeito a algo maior, quando isso não existe! É tudo um e um é tudo. Somos o maior! A libertação desse mundo dividido é a união com um universal no presente. Mais presente numa manobra radical, ou um simples tubo de Jeffrey’s ou na costa ‘chicana.
Ver onda no Himalaia... Que p#@%#. ... O equilíbrio dos astros tal como o malabarismo num slide ou floater. Sempre lembrando que na vida se precisa de muito equilíbrio, se não maluco, é vaca!
É, mermão, é etéreo...
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Guru
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| 15/1/2010 |
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