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 | O cabeludo |
| porDino |
| Amigo do malandro |
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| Ih, tô de volta, mas, é só porque eu estava de bobeira olhando as ondas no Costão e, me lembrei de um dos muitos amigos do “malandro”. Lembram-se dele?
Pois é, e pode-se dizer que este, Também é um dos “malandros”. No bom sentido, sempre.
Esse era um cabeludo, loiro parafinado e todo encaracolado, rebeldia em estado bruto, ou quase. Baixinho e marrento extremamente habilidoso nas marolas e, conservador e estiloso quando o mar subia um pouco mais, fazia parte de uma turma endiabrada do Costão que já, aquela época integrava um time de surfistas, uniformizados e patrocinados pela surf shop Magno Surf! Aos poucos vou falando de cada, quando me lembrar!
Vamos dar nome a esse bom malandro então. Jefferson Cardoso era um goofy mesmo habilidoso como falei acima. Com um surfe extremamente veloz, não havia onda fechada pra ele. No seu repertório futurista, muitos 360°, batidas, cutibéquis e uns saltos no fim da onda que bem mais tarde seriam chamados de aéreo!
As competições locais eram acirradas e sempre com o mesmo grupo disputando o cascalho e troféus oferecidos à época além, de uns kits roupas. O Jefferson, como já foi dito aqui e site açula, era um privilegiado, pois morava no alto do morro, dentro da área militar do forte de Copacabana e isso, em plena ditadura militar! Um cabeludo e surfista, morando dentro de um forte do exército? Contraditório não? Mas verdade é que era sim, um privilégio. De frente para a praia conhecida como do Diabo, vista eterna para ambas as costas e Dalí, ele observava as melhores condições. Ou ia para o costão ou para o P6 quando mar subia em demasia e o vento sul/sudoeste predominava.
Tô perdendo a meada, pois o fio já foi!
O tempo não volta tampouco para, mas o bom disso é ter as boas lembranças de quem de certa forma foi referência para gerações futuras. Isso faz parte do contexto mágico do universo surfe. E me contradizendo, lá longe no passado pouco recente, por vezes o tempo cristalizava.
Fui cair...
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| 11/3/2010 |
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